Tua existência atormenta minha essência na maior das complexidades, pensamento atordoado, vazio tão relevante que muda minha sintonia com um poder quase estático, o atrito tão querido fica só no mundo de desejos indesejáveis que a mente consegue criar, e caixa dos tormentos se torna uma melhor amiga...
E a balança cria uma sintonia com todos os egos, um vai e vem inconstante que muda a constante agonia sentida, um simples toque te acorda do nada existencial que parecia tão bom, e os duendes vão embora com toda ou qualquer crença que te faz achar que tem um coração. Maldito seja este corpo que engana a tudo com suas convicções, e nem a palavra mais distinta muda o que tem aqui dentro... Um nada em pedaços desiguais que o ser inevitável cria.
Nos sorrisos alheios a infelicidade abriga a maior das invejas, a inveja do querer ter, do querer sentir, e novamente me sinto eu mesma, um complexo de vitaminas estranhas a ciência que morre de rir por dentro e reencontra um eu, dentre tantos é o mais feliz, que tem insônias diárias e adora o ato de rir, de todos e principalmente de si.
Assim a vermelhidão me cobre e os pensamentos flutuam como se fossem palpáveis e o nada vira um nada que simplesmente nunca existiu.
- O que você tem?
- Nada.
- Nada não existe, todos temos algo na essência.
- Nem todos, o vazio é a essência de muitos.
- Então sua essência é o vazio?
- Não, minha essência é o NADA!
- E o que seria o nada?
- Também não sei, só que gosto de você.
Kachak
